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PESQUISA
REVELA CARGA TRIBUTÁRIA IDEAL PARA
A COMPETITIVIDADE DAS EMPRESAS
Outubro/99
Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário apresenta cálculo
para detectar se as empresas brasileiras são competitivas
O
IBPT concluiu um longo estudo sobre a carga tributária
incidente sobre as empresas brasileiras e desenvolveu uma fórmula
para identificar a Carga Tributária Ideal que possibilite
a competição no mercado globalizado. Fundamentando-se
nos parâmetros estabelecidos pelos técnicos do Instituto,
as empresas poderão descobrir se a carga tributária
que incide sobre suas atividades está excessiva e quanto
falta para atingir um melhor grau de competitividade. O estudo
tem por finalidade comparar os índices de tributação
atual das empresas com aqueles denominados ideais.
Há
10 anos os pesquisadores do IBPT analisam a Carga Tributária
Global das empresas brasileiras, que é a somatória
de todos os tributos pagos por elas durante cada ano. No levantamento
foram considerados todos impostos, taxas e contribuições
que oneram direta ou indiretamente as atividades empresariais.
"Em 99, o Brasil terá a segunda carga tributária
mais alta do mundo, e os empresários devem conhecer como
ela incide sobre seus negócios, possibilitando um melhor
acompanhamento e despertanto o interesse pela sua redução
legal. Numa economia globalizada, fica difícil para as
empresas instaladas no país competir com produtos provenientes
de outros países em que a tributação é
muito menor", afirma o presidente do IBPT, o advogado tributarista
Gilberto Luiz do Amaral.
Além
desta dificuldade atual, o governo está majorando alguns
tributos incidentes principalmente sobre o faturamento, o quê
certamente dificultará ainda mais a competitividade das
empresas. "Novamente quem vai pagar pela má administração
dos recursos públicos é o setor produtivo do País.
Referenciar-se pela Carga Tributária Ideal possibilita
que as empresas identifiquem o grau de tributação
sobre o faturamento, lucro e custos/despesas, de forma a que se
adotem medidas legais visando a diminuição da incidência
tributária sobre seus produtos e serviços",
comenta o Diretor Técnico do IBPT João Eloi Olenike.
A
pesquisa abrange 5.288 empresas de todos os setores da economia
brasileira e de portes diferenciados. Através de respostas
a questionários enviados pelo Correio e de formulários
colocados à disposição na Internet, além
da utilização de dados publicados em revistas especializadas
e das demonstrações financeiras publicadas em jornais,
o IBPT descobriu a carga tributária global das empresas.
Numa segunda etapa, houve o levantamento da carga tributária
empresarial dos países com os quais o Brasil negocia mais
freqüentemente, inclusive os paraísos fiscais. Entre
os países utilizados para a comparação, estão:
EUA, Inglaterra, Itália, Alemanha, Japão, França,
Suiça, Espanha, Suécia, Portugal, África
do Sul, Argentina, Chile, México, Canadá, Tigres
Asiáticos, Rússia, China, Paraguai. Os paraísos
fiscais pesquisados: Uruguai, Bahamas, Barbados, Costa Rica, Ilhas
Caiman, Ilhas Virgens Britânicas, Ilha da Madeira, Mônaco,
Hong Kong, Libéria.
Com
base nestes dados, o Instituto pôde descobrir qual o reflexo
da carga tributária dos produtos estrangeiros no mercado
nacional. Há setores específicos, em que esta comparação
é muito importante, pois diversos produtos, serviços
ou bens industriais concorrem diretamente com produtos brasileiros.
Entre outros: setor alimentício, de vestuário, de
tecnologia, comunicações, brinquedos, eletro-eletrônicos,
automobilístico, plástico e borracha, higiene e
limpeza, telecomunicações, transporte, siderurgia,
financeiro, construção, bebida, farmacêutico,
papel e celulose .
Para
o IBPT, a Carga Tributária Ideal possui dois objetivos.
Primeiro ela deve permitir a remuneração do capital
investido pela empresa, o que quer dizer que possibilitará
o retorno do investimento, num período equivalente ao dos
outros países. Em certos setores, a média mundial
para este retorno é de 10 a 15 anos. O segundo objetivo
é que a carga tributária incidente não onere
demasiadamente os produtos e permita o crescimento da empresa.
Utilizando
uma empresa da área de serviços, por exemplo, o
estudo revela que sobre o faturamento a carga tributária
ideal não deve ser superior a 15%. O lucro, como o segundo
parâmetro utilizado, não pode ser inferior à
carga tributária global. Em relação aos custos
e despesas, a empresa não pode ter mais do que 52% de carga
tributária global. Com base nesta referência, a empresa
analisada recebe um peso numérico, segundo uma tabela padronizada
estabelecida pelos pesquisadores do IBPT. Este valor, somado aos
pesos do desempenho nos ítens faturamento, lucro e custos,
permite uma avaliação final, que pode atingir a
nota 10 (excelente), ou seja, preparada para a competitividade,
ou notas inferiores, denotando a necessidade de melhora. Ressalta-se
que os índices do comércio e da indústria
são diferentes.
Finalmente,
o estudo revela um dado alarmante: somente 3% das empresas pesquisadas
atingiram nota suficiente para serem incluídas no rol daquelas
que já estão com a carga tributária ideal,
e portanto, muito competitivas.
O estudo da Carga Tributária Ideal será lançado
oficialmente no I Congresso Brasileiro de Planejamento Tributário,
sendo a primeira pesquisa deste porte realizada no âmbito
da tributação mundial. O Congresso será realizado
nos dias 21 e 22 de outubro, em Curitiba.
Estudo
e Pesquisa de responsabilidade:
IBPT
Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário:-
Entidade criada em 11/12/92, cujo objetivo é a difusão
de sistemas de economia legal de impostos; divulgação
científica do tema; estudo de informações
técnicas para a apuração e comparação
da carga tributária individual e dos diversos setores da
economia; e, análise dos dados oficiais sobre os tributos
cobrados no Brasil. http://www.ibpt.com.br
ABDC
Associação Brasileira de Defesa do Contribuinte:-
Fundada em 19/12/1988, estão entre os seus objetivos: defender
os contribuintes brasileiros contra os altos tributos vigentes
no país, com a finalidade de exigir do poder público
a diminuição da carga tributária, e o devido
retorno em prestação de serviços; posicionar-se
contra o aumento dos tributos e a criação de novos
tributos, exigindo do poder público demonstrações
financeiras que evidenciem a aplicação correta dos
recursos públicos.
Dr. GILBERTO LUIZ DO AMARAL
Advogado tributarista, contador, auditor, e presidente do IBPT
Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.
e-mail: gilberto@expertja.com.br
Prof. JOÃO ELOI OLENIKE,
tributarista, contador e auditor.
Diretor do IBPT Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
e-mail: olenike@expertja.com.br
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